AS LUZES E O ROMANTISMO

published at 28/07/2017

O Século das Luzes e a época romântica são marcados, em Chaumont-sur-Loire, por dois personagens excecionais: Jacques-Donatien Le Ray, Intendente dos Inválidos de Luís XVI, e Germaine de Staël, mulher de letras dos séculos XVIII-XIX.

Jacques-Donatien Le Ray, natural de Nantes, faz fortuna com os negócios e compra o castelo de Chaumont em 1750. Em 1772, funda duas manufaturas —uma de olaria, outra de cristalaria— no atual local das cavalariças. Confia a gestão a Jean-Baptiste Nini, famoso escultor italiano. Jacques-Donatien Le Ray, simpatizante da –sur-Loirecausa dos rebeldes americanos para a guerra da Independência, age como intermediário entre o rei Luís XVI e os representantes americanos (Benjamin Franklin, Arthur Lee, Silas Deane) e também financia o exército americano com os seus bens pessoais.

Jacques-Donatien Le Ray filho instala-se na América em 1785, continuando, contudo, a fazer estadas em Chaumont. Casa com uma americana e torna-se cidadão americano.

No exílio imposto por Napoleão, Germaine de Staël aproveita a ausência do seu amigo James Ray para ficar em Chaumont, de Abril a Agosto de 1810, a fim de corrigir e supervisionar a impressão, em Tours, do seu livro "De l'Allemagne" ("Da Alemanha"). A presença de Madame de Staël, conduz a Chaumont mais do que um hóspede célebre, cortesão do seu exílio, como Madame Récamier, Adelbert Von Chamisso, os condes de Sabran e de Salaberry, bem como o autor de "Adolfo", Benjamin Constant.

Em 1833, o conde de Aramon adquire a propriedade. Dedica o essencial dos seus esforços à criação do parque que sempre faltou a Chaumont. Após a sua morte, a viúva volta a casar-se com o visconde Joseph Walsh, que contrata o arquiteto Jules Potier de la Morandière para restaurar o castelo, classificado como Monumento Histórico desde 1840. Apesar dos seus esforços, este último não consegue manter o seu caro programa de reconstrução. Em 1872, Chaumont é novamente colocado à venda.